Inovação como resposta


Em 2014, escrevi o estudo VII para a MESA Corporate Governance, discutindo a importância da inovação nos Conselhos empresariais. Desde então, muita coisa aconteceu… inclusive o COVID-19, que intensificou a importância da ANTECIPAÇÃO, que o tema central deste estudo.


Alguns trechos do estudo seguem abaixo: Inovação


Já não é suficiente investir somente na produtividade e na eficiência, no manter o foco nos processos internos e naquilo que já existe, o incremental. A conexão com o mundo torna-se muito mais relevante e isso exige mudança nos processos estratégicos.

Além do processo existente, é preciso criar cenários que antecipem mudanças mas que, ao mesmo tempo, possibilitem às empresas desenvolverem novas capacidades que serão a base de novas oportunidades de negócios.


Leia o artigo “A inovação como resposta”. O texto originalmente publicado no Estudo VII da MESA Corporate Governance (escrito por Solange Mata Machado Ph.D.) revela-se atual tornando-se parte da série “Preparado para o futuro?” em que os sócios, consultores e articulistas convidados da MESA discutem estratégias e cenários pós-crise.


“O futuro não se prevê, cria-se.”


Este é o momento de se criar o futuro. Entretanto, o futuro daqui para frente será mais distante do passado que conhecemos. Embora os conceitos de tempo e futuro sejam universais, cada sociedade as compreende de maneiras diferentes. Existem barreiras que reduzem a capacidade humana de se libertar do passado. temos dificuldade de enxergar o todo. Criamos conhecimentos específicos em detrimento da visão do todo. O imediatismo é outro fator reducionista. existe um consenso pouco salutar do mundo dos negócios de manter o foco nos objetivos de curto-prazo, em prejuízo das preocupações de longo prazo. “Capitalismo de resultados trimestrais” é a prática predominante de gerir as empresas ajustando as estratégias e orçamentos para garantir que os lucros não frustrem as expectativas do mercado e do próprio Conselho da empresa. E que está associada à herança evolucionária do desenvolvimento humano que torna as pessoas mais vulneráveis ao pensamento de curto prazo.


Em ambiente complexos e não-lineares como os atuais, sobrevivência da empresa no longo prazo está relacionada à capacidade dos seus gestores em lidar com incertezas, ou seja, a empresa deverá investir no desenvolvimento da competência de antecipar, criar hipóteses sobre o futuro. Investigando as suas diversas dimensões, reconhecendo o novo, reagindo ao inesperado, adaptando-se, ou mesmo provocando mudanças. É a base do pensamento complexo.


O PROCESSO


O processo da inovação começa com a definição da arquitetura de inovação, que contém os principais vetores de desenvolvimento da empresa no futuro. É a construção de um cenário que descreve a história do futuro para o qual a empresa irá caminhar e desenvolver-se. Envolve a criação de novas capacidades e busca de novos recursos.


De forma sucinta, o processo de inovação pode ser desenhado conforme a figura abaixo, sem a pretensão de ser conclusivo. Existe um longo caminho de aprendizado sobre o processo que ainda está engatinhando, mas uma coisa é certa: as empresas precisam estar muito mais abertas e antenadas para o mundo externo do que jamais estiveram. Tanto para detectar as não-linearidades, quanto para entender o impacto dessas mudanças nos hábitos que irão promover as novas oportunidades.


Se quiser continuar lendo o estudo que escrevi para a Mesa Corporation mande um e-mail para solange@imaginarsolutions.com.br ou acesse o pdf do estudo no site da imaginarsolutions.com.br neste link


Por Solange Mata Machado é diretora-executiva da Imaginar Solutions. Doutora e mestre em inovação e competitividade pela FGV com pós-doutorado (pós-doctor) em neurociência aplicada à tecnologia pela UFMG. Engenheira elétrica com BS pela Universidade Columbia (EUA) e especialização em empreendedorismo e inovação pela Universidade Hitotsubashi (Japão), pela Universidade Renmi da China, pelo Technion – Instituto de Tecnologia de Israel, pela Universidade Yale (EUA), pela Babson College (EUA) e pela Creative Education Foundation (EUA). E contribui com o portal digital Business Leaders e palestrante do CIO Leaders@digital.