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Inovação e avanços na Saúde

Para algumas empresas inovação é igual a tecnologia, para outras... inovação é estratégia e longevidade

Notoriamente a pandemia acelerou as tendências em curso para

algumas empresas e reorganizou as prioridades para outras. Pesquisa do BCG – Boston Consulting group de 2021, das 50 empresas mais inovadoras

mostrou um aumento de 10 pontos percentuais, para 75%, dos entrevistados

ressaltando a inovação como uma das três principais prioridades em

suas empresas. Sendo que a inovação é a prioridade número um para um terço dos participantes.


O que os resultados da pesquisa mostram claramente é…


As empresas que deram prioridade para a inovação alocaram recursos… e mais do que isto, 60% das empresa irão aumentar 60% dos investimentos em inovação. Setores como turismo, viagem e transporte ainda pensam em aumentar em quase 20% a mais os investimentos. As empresas farmacêuticas e de software, menos impactadas pela pandemia, também irão aumentar em 20% seus investimentos.

Interessante notar que o percentual das empresas comprometidas em 2021 aumentou dos 45% em 2020 – como mostra a figura abaixo – para 49% são suficientes para

garantir o sucesso. Precisa incorporar o entendimento que INOVAÇÃO é sistêmica, precisa de estratégia, processo, mensuração e resultado. Todos estes fatores juntos mudam a CULTURA da empresa.

Segundo a pesquisa do BCG de 2021…Empresas comprometidas são capazes de gerar até quatro vezes mais uma maior participação nas vendas de novos produtos, serviços e modelos de negócios.


Isto dito, vamos dar um mergulho nos avanços na saúde

Muitas vezes estes avanços parecem SURREIAIS, como o transplante de fezes.


Vocês já tinham ouvido falar sobre este procedimento?


Pois é, os trilhões de microrganismos que vivem dentro do nosso organismo compõem uma verdadeira usina de biomoléculas, tem sua importância crescente na promoção da saúde… e agora sua importância está ligada ao rejuvenescimento!

Continuem a ler para saber o que mais está surgindo na área médica com os avanços das tecnologias exponenciais…


1 – Milirobots que levam medicamentos dentro do corpo humano

Pesquisadores da Universidade de Purdue desenvolveram ‘milirobôs’ magnéticos que podem subir encostas, mover-se contra uma corrente e entregar substâncias ao tecido neural de roedores com grande precisão.


As doenças do sistema nervoso central podem ser muito difíceis de tratar. Lamar Mair, da Weinberg Medical Physics, que fez parceria com os acadêmicos no estudo, explicou: “A administração de drogas por via oral ou intravenosa, por exemplo, para tratar câncer ou doenças neurológicas, pode afetar regiões do corpo e do sistema nervoso não relacionadas à doença . A distribuição direcionada do medicamento pode levar a uma eficácia melhorada e efeitos colaterais reduzidos devido à menor dosagem fora do alvo.”


Uma maneira de direcionar a dosagem é usar pequenos robôs que entram no corpo para entregar medicamentos em locais específicos; uma tecnologia que agora está surgindo após anos de especulação. O principal desafio no desenvolvimento de robôs de entrega de drogas úteis é controlar sua atividade enquanto viajam através dos tecidos até seu destino.


2 – Os robots estão cada dia mais presente nas salas de cirurgias

Cirurgias feitas por robots não é algo novo. Especialmente na área ginecológica. Em 2005, o FDA aprovou o uso de robots para este tipo de procedimentos. E suas aplicações têm aumentado dia-a-dia, agora já são usadas para operações de câncer cervical, sangramento uterino excessivo e mimosa em geral.


3 – Transplante fecal. Já tinha ouvido falar neste tipo de transplante… continue a ler para entender a revolução do microbioma…

Transplante do microbioma (FMT) é um procedimento inovador aplicado para vários tipos de condições de inflamações. Artigo publicado na revista Nature mostra evidências que este procedimento pode reverter a idade cerebral. UAUUU!

O transplante de fezes é uma forma de tratamento que permite transferir fezes de uma pessoa saudável para outra pessoa com doenças relacionadas ao intestino, especialmente nos casos de colite pseudomembranosa, provocados pela infecção por bactérias Clostridium difficile, e pela doença inflamatória intestinal, como a doença de Crohn.

O objetivo do transplante fecal é regular o microbioma intestinal, que é o conjunto de inúmeras bactérias que vivem no intestino. É importante que este microbioma seja saudável, através de uma alimentação rica em fibras e evitando-se o uso de antibióticos desnecessariamente, já que ela influencia não só na saúde intestinal, mas pode ter efeitos sobre o desenvolvimento de doenças imunes, metabólicas e neurológicas.


4 – Redes neurais artificiais realizando tarefas com eficiência…. evolução das máquinas se aproximando da cognição humana ….


Um novo estudo com redes de inteligência artificial baseadas na conectividade do cérebro humano realizou tarefas cognitivas com eficiência. Ao examinar os dados de ressonância magnética de um grande repositório de ciência aberta, os pesquisadores reconstruíram um padrão de conectividade do cérebro e o aplicaram a uma rede neural artificial (ANN). Uma RNA é um sistema de computação que consiste em várias unidades de entrada e saída, bem como o cérebro biológico. Uma equipe de pesquisadores do The Neuro (Montreal Neurological Institute-Hospital) e do Quebec Artificial Intelligence Institute treinou uma RNA (máquina) para realizar uma tarefa de memória cognitiva e observou como a tarefa era feita.


Anteriormente os trabalhos sobre conectividade do cérebro, focaram na descrição da organização do cérebro, sem olhar como ele realmente executa cálculos e funções. Ao integrar o cérebro na construção de arquiteturas de RNA, os pesquisadores esperavam aprender como a ativação do cérebro suporta habilidades cognitivas específicas e derivar novos princípios de design para redes artificiais.


Os pesquisadores descobriram que as RNAs, conhecidas como redes neurais neuromórficas, realizavam tarefas de memória cognitiva de forma mais flexível e eficiente do que outras arquiteturas de referência. As redes neurais neuromórficas foram capazes de usar a mesma arquitetura subjacente para oferecer suporte a uma ampla gama de capacidades de aprendizagem em vários contextos.


Esta descoberta propiciará o uso de dados empíricos para fazer redes neurais revelando princípios de design para construir uma IA melhor. Portanto, os dois ajudarão a informar um ao outro e a enriquecer nossa compreensão do cérebro.


Por Solange Mata Machado é diretora-executiva da Imaginar Solutions. Doutora e mestre em inovação e competitividade pela FGV com pós-doutorado (pós-doctor) em neurociência aplicada à tecnologia pela UFMG. Engenheira elétrica com BS pela Universidade Columbia (EUA) e especialização em empreendedorismo e inovação pela Universidade Hitotsubashi (Japão), pela Universidade Renmi da China, pelo Technion – Instituto de Tecnologia de Israel, pela Universidade Yale (EUA), pela Babson College (EUA) e pela Creative Education Foundation (EUA). E contribui com o portal digital Business Leaders e palestrante do CIO Leaders@digital.

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