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O verdadeiro desafio do 5G no Brasil e América Latina não está nas antenas, mas no software

há 57 minutos
2 min de leitura

Corrida rumo às redes autônomas exige modernização profunda dos sistemas para destravar a monetização e a eficiência regional, aponta Ralf Souza


O avanço da conectividade 5G no Brasil e em toda a região da América Latina reposiciona um debate estratégico no setor de telecomunicações: o principal desafio para a eficiência não está na infraestrutura física, mas na inteligência de software que a gerencia. A evolução rumo à automação plena requer a modernização dos sistemas que orquestram as redes de ponta a ponta para permitir  que as operadoras superem a complexidade operacional e rentabilizem de forma real a nova geração de conectividade.

 

Para alcançar o patamar das redes autônomas (ecossistemas capazes de antecipar falhas, mitigar riscos e se autogerenciar em tempo real), o mercado regional enfrenta um cenário de alta fragmentação tecnológica. Operadoras no Brasil e CALA ainda lidam com o peso de gerenciar infraestruturas complexas, como redes antigas que operam em paralelo, enquanto ativam o 5G. A mudança exige uma transformação estrutural, que substitui plataformas estáticas por arquiteturas abertas e nativas em nuvem, fundamentais para que algoritmos de Inteligência Artificial operem com máxima agilidade e escala.

 

A evolução das operações na região reflete uma tendência clara do mercado: a substituição progressiva do monitoramento manual por processos automatizados de ponta a ponta. Essa transformação altera profundamente a dinâmica dos Centros de Operações de Rede (NOCs na sigla em inglês) e direciona o setor rumo ao conceito zero-touch (operações totalmente independentes de intervenção humana direta). O impacto projetado dessa transição vai além da eficiência de custo e atinge diretamente a melhoria nos indicadores de experiência, personalização de serviços e fidelização do cliente final.

 

“A rede móvel é complexa, com um volume grande de informações provenientes de diversas plataformas e aplicações. O território brasileiro é enorme e há uma grande base de clientes. Por tudo isso, o volume de dados é gigantesco, o que dificulta a implementação”, afirma Ralf Souza, CBE na Amdocs. Como líder global no desenvolvimento de soluções de BSS e OSS, a Amdocs consolida sua liderança na região ao oferecer às operadoras as ferramentas necessárias para simplificar ecossistemas complexos, reduzir fricções de mercado e acelerar o retorno sobre os investimentos bilionários feitos no 5G.

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