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Pare de chamar INOVAÇÃO

Inovação! Será que esta palavra gera pensamentos colaborativos dentro da sua empresa?


Em um dos artigos publicado em 2020 da Harvard Business Review digital, me chamou a atenção o título: Pare de chamar INOVAÇÃO! O artigo foi escrito por uma antiga colaboradora da Coca-Cola responsável pela cadeira de sustentabilidade na universidade corporativa e também chefe de reinvenção da empresa (CRO – chief reinventou officer) na Slovênia. Nadya Zhexembayeva, a autora começa o artigo com uma estatística relativa à inovação que no mínimo é chamativa. A empresa de consultoria global – Board of Innovation – estima que existam cerca de 70.000 livros sobre inovação disponíveis para compra em 2020. Se você tiver a capacidade de ler 20 páginas por dia, irá levar cerca de 2.500 anos para conseguir ler todo este conteúdo.


Procurando um atalho?

Uma busca no Google vai produzir quase 2 bilhões de resultados. Somente a Harvard Business Review oferece 4.858 artigos digitais e 10.192 estudos de caso.

Em 2019, 55% dos líderes das empresas que participaram da 22ª Pesquisa Anual Global de CEOs da PWC afirmaram “Não somos capazes de inovar de forma eficaz”, o que colocou GAP no topo da lista de prioridades. Já o relatório 2020 C-Suite Challenge Report, publicado pelo Conference Board, apontou “construir uma cultura inovadora” entre as três principais preocupações internas mais urgentes de 740 CEOs pesquisados globalmente.

Existe um desafio: os executivos amam a INOVAÇÃO, porém seu colaboradores DETESTAM!


Na verdade, nos pensamentos de quem está envolvido com a inovação algo parecido com “Inovação significa mais trabalho que na maioria das vezes não gera resultado e quando dá certo gera menos emprego".


Confesso que nos meus 20 anos ou mais como consultora de inovação eu não tinha percebido este pensamento. Mas agora lendo o artigo da Nadya, faz todo o sentido. Na cabeça das pessoas que participam gera uma grande pressão, para provar que podem, que têm criatividade, e que jogam o jogo da empresa. Porém, o que passa no inconsciente deve ser totalmente diferente. Ansiedade, medo de se expor, medo de dar errado, de não conseguir. Além de ter que trabalhar com pessoas diversas que formam os times multifuncionais que são diferentes da maneira como você pensa. E, isto tudo significa trabalho além das suas entregas para obter PERFORMANCE.


Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Toronto entrevistou 1.000 trabalhadores americanos e canadenses (nível universitário) para avaliar suas atitudes em relação à inovação. Além de medir o “vontade de inovar”, os pesquisadores analisaram coisas como “garra” e “abertura ao risco” em dois países e três faixas etárias (abaixo de 35, 35 a 44 e mais de 45).

Enquanto o vontade para a inovação entre os participantes variou entre 14% a 28%, apenas dois dos seis grupos medidos ultrapassaram a marca de 25%. A abertura ao risco foi ainda mais reveladora: na melhor das hipóteses, 19% da empresa está disposta, sendo que em algumas faixas etárias o indicador foi de 11%.


Olha que estes dados são para 2 países reconhecidamente INOVADORES:


Nadya em seu artigo dá algumas dicas como proceder para engajar seu time nesse processo que é conhecido por INOVAÇÃO.


1 – Pare de chamar de inovação

Daniel Kahneman, o economista comportamental ganhador do Prêmio Nobel passou mais de seis décadas pesquisando como as pessoas tomam decisões. Nos seus estudos, Kahneman menciona que é o cérebro primitivo que reage quando as pessoas têm medo. isto quer dizer que quem toma decisão em momentos de pressão e ansiedade é o nosso cérebro primitivo, responsável pela nossa sobrevivência.


Que tal mudar a palavra inovação para um linguagem que traduza em continuidade e benefício?


Alguns exemplos desta prática segundo Nadya, mostram que criar palavras mais palatáveis e mais mundanas podem ajudar no processo. Como foi o caso da Danfoss, uma empresa global de manufatura, que definiu seu processo de inovação em torno da palavra “ideia”. Embora nem todos pensem que podem ser inovadores, quase todos têm pelo menos uma ideia. Da mesma forma, a Knauf Insulation, empresa líder em materiais de construção, coloca os “a Reinvenção” no centro do seu processo, apostando numa palavra que projeta continuidade e acessibilidade.


Será que esta prática funciona?


Na minha experiência, pode funcionar sim!!! As pessoas vão se sentir menos ansiosas, principalmente se entenderem que criatividade é uma capacidade inerente a qualquer ser humano. TODOS podem ter um IDEIA… basta querer!

A autora cita o caso da Danfoss, que tinha uma processo de inovação – da ideia até a geração de uma patente – que durava cerca de 24 meses. Depois desta mudança o tempo caiu para 18 meses. Enquanto a Knauf Insulation, está construindo na China prédios de 57 andares em 19 dias.


Em um dos meus clientes, uma empresa multinacional de mineração, o programa de inovação – que não é reconhecido como tal – engaja jovens talentos na empresa para criarem novas soluções para desafios estratégicos da empresa no Brasil. O nome do program é GO! que em inglês significa VÁ! ou SIGA! Simples e inspirador.


Desenvolvendo projetos e treinando time neurocientificamente diversos para aumentar PERFORMANCE e os resultados da INOVAÇÃO.


Se quiser saber mais sobre como aumentar PERFORMANCE na sua equipe, entre em contato com a IMAGINAR SOLUTIONS. Trabalhamos com processos de inovação e com aplicação da neurociência para otimizar os resultados da sua empresa. Contato: atendimento@businessleaders.com.br



Por Solange Mata Machado é diretora-executiva da Imaginar Solutions. Doutora e mestre em inovação e competitividade pela FGV com pós-doutorado (pós-doctor) em neurociência aplicada à tecnologia pela UFMG. Engenheira elétrica com BS pela Universidade Columbia (EUA) e especialização em empreendedorismo e inovação pela Universidade Hitotsubashi (Japão), pela Universidade Renmi da China, pelo Technion – Instituto de Tecnologia de Israel, pela Universidade Yale (EUA), pela Babson College (EUA) e pela Creative Education Foundation (EUA). E contribui com o portal digital Business Leaders e palestrante do CIO Leaders@digital.


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