Sem hipocrisia: as 3 visões sobre o dinheiro que impedem o sucesso financeiro

Atualizado: 6 de Ago de 2019

Criador do Movimento Freesider, explica porque a ideia de “dinheiro”, que a maioria das pessoas ainda têm, pode ser um bloqueio para quem quer ter uma reserva financeira

O sonho da liberdade financeira é praticamente unânime entre as pessoas; afinal, quem é que nunca quis dizer (ou apenas pensar), na maior franqueza, a frase “Dinheiro não é um problema para mim”?


No entanto, a gente sabe que a realidade não é bem assim. É comum que a maioria dos trabalhadores esteja tentando ganhar e guardar dinheiro de todos os jeitos, mas, no fim, parece que todo esforço foi em vão e sempre volta à estaca zero.


O especialista em marketing digital e criador do movimento Freesider (que propõe um estilo de vida com mais liberdade de tempo e dinheiro), Fagner Borges, entende que um dos maiores obstáculos para essas liberdades é o conceito equivocado de dinheiro que aprendemos desde sempre. “Parte desse problema vem da nossa cultura: somos ensinados, desde pequenos, que devemos buscar a estabilidade financeira - e isso significa um emprego que nos pague sempre a mesma quantia, pela mesma carga de hora trabalhada. E, desde que você sinta que está ganhando o que merece, esse caminho não é ruim”, analisa o especialista. Porém, não se pode confundir essa satisfação com a falsa sensação de segurança, que, na verdade, baseia-se no medo de perder o mínimo.


Pensando nisso, Fagner enumerou 3 crenças negativas que precisamos eliminar a respeito do dinheiro e banir de vez os obstáculos para a plenitude financeira.


1ª - Prosperar é dar duro pelo dinheiro


Fomos criados acreditando que a única maneira correta - e até mesmo nobre - de prosperar é dando duro pelo dinheiro. Claro que a abundância não vem fácil, mas é só analisar rapidamente a realidade de hoje: existem milhões de pessoas que, todos os dias, saem de casa pela manhã, suam (literalmente) pelo salário e a conta no final do mês quase nunca fecha. É como se elas estivessem derrapando constantemente.


“A ideia da necessidade de trabalhar duro durante toda a vida para enriquecer e só depois curtir o resultado é uma construção social. Saber dar um destino apropriado para aquilo que você acumula, porém, é o segredo de fato”, comenta o especialista.

Segundo Fagner, o que a maior parte das pessoas se esquecem é que dinheiro é energia: “quem alcança a liberdade financeira aprende a substituir a energia do trabalho pelos resultados atingidos”.


“Não existem muitos segredos: a maneira mais simples de vencer é conseguir rendimentos recorrentes que banquem seu estilo de vida - e existem duas fontes primárias desses investimentos: o dinheiro que trabalha para você (ganhos de investimentos com ações, mercado financeiro, fundos de investimento, hipotecas, etc.) e o negócio que trabalha para você (aluguéis, royalties, licenciamento, franqueamento, etc.). É uma questão de energia”, completa Fagner.


2ª - Horas x Resultados


Quem se acostuma àquela mentalidade já citada no início (a do medo de perder o mínimo e a falsa sensação de segurança), provavelmente trabalha e recebe por horas. Aqui, Fagner sugere a remuneração por resultados daquilo que foi produzido. “Se não completamente, em parte. Seja uma comissão, seja um percentual da receita total”, completa o especialista, que também alerta aos riscos desse negócio: “raramente essa recompensa vem com uma garantia: essa conta se resume, na verdade, em um equilíbrio com os próprios riscos – e é nesse momento que a pessoa passa acreditar mais em si mesma e na sua capacidade de prosperar”, analisa.


Quando a pessoa opta pela remuneração pelo tempo despendido, mata as chances de prosperidade financeira, afinal, seu tempo é limitado! “A verdade é que você jamais prosperará trabalhando para outra pessoa trocando suas horas por salário. Qualquer que seja sua decisão, assegure-se de criar uma situação que lhe permita ganhar com base nos seus resultados”, aconselha Fagner.


3ª - Dinheiro e felicidade se excluem


É preciso combater a ideia de que o dinheiro e a felicidade se excluem. Acreditar que você pode ser rico ou pode ser feliz é uma clara prova de mentalidade de escassez.


A verdade, sem hipocrisias, é: assim como você precisa de água, precisa de dinheiro e felicidade. E essas ideias caminham juntas. Pense em cada real no seu bolso como uma semente que pode render outros cem reais – que se transformarão em mil e assim por diante. O segredo é aprender, estudar, pesquisar e manter o foco.


Por Fagner Borges, publicitário e especialista no mercado digital e criador do Movimento Freesider,