Ainda dá tempo de corrigir rotas em 2026, diz especialista em estratégia
- Redação

- há 2 dias
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Para gerente de projetos da Inventta, líderes precisam trocar planos rígidos por direção clara e capacidade de adaptação para sustentar resultados ao longo do ano.

O primeiro mês de 2026 chega ao fim com muitas empresas já percebendo um descompasso entre o planejamento traçado no final do ano passado e a realidade da execução. Para Henrique Monteiro, gerente de projetos da Inventta Consultoria, esse não é um sinal de fracasso, mas um alerta estratégico que ainda pode ser endereçado a tempo.
Segundo ele, o erro mais comum das lideranças é insistir em planos rígidos em um contexto que exige leitura contínua de cenário, ajustes rápidos e clareza de prioridades. “Liderança estratégica hoje não é sobre ter todas as respostas, mas sobre sustentar uma direção clara enquanto o caminho é constantemente recalibrado”, afirma.
Henrique observa que, após a pandemia, muitas organizações avançaram na autonomia dos times, mas não fizeram o mesmo movimento no modelo mental da liderança. O resultado é uma tensão constante entre controle excessivo e liberdade sem foco. “Direção e flexibilidade não são opostos. O líder precisa definir o norte e criar as condições para que o time decida como chegar lá, com segurança e responsabilidade sobre o resultado.”
Na prática, isso exige tratar o planejamento como um processo vivo, e não como um evento anual. Envolver o time desde o diagnóstico, reforçar o contexto por trás das decisões e manter rituais simples de acompanhamento são, segundo ele, fatores críticos para evitar que boas estratégias morram na operação.
Para 2026, Henrique destaca três capacidades centrais para líderes que precisam entregar resultado em cenários voláteis: leitura de múltiplos cenários, desenvolvimento de competências adaptativas nos times e ciclos curtos de aprendizagem. Mas ressalta que nenhuma dessas práticas se sustenta sem a habilidade de dar sentido ao contexto. “O papel do líder é transformar complexidade em clareza. Quando isso acontece, a execução flui.”
O especialista reforça que o início do ano ainda é um momento privilegiado para ajustes. “Ainda dá tempo de corrigir rotas. O que não dá mais é insistir em modelos de liderança que priorizam controle em vez de coerência entre propósito, estratégia e entrega.”









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