Dia Mundial da Cidade: entenda o que é preciso para o avanço das Smart Cities no Brasil
Para Diretor Geral da emnify no Brasil, a resiliência da conectividade móvel e a gestão de redes em nuvem são cruciais para acelerar a automação urbana e a eficiência de serviços essenciais

Celebrado em 31 de outubro, o Dia Mundial da Cidade coloca em pauta a urgência de infraestruturas urbanas sustentáveis e eficientes. Com o avanço acelerado da urbanização, a transição para o conceito de smart cities deixou de ser uma promessa futurista para se tornar uma necessidade operacional. Por essa razão, o ecossistema urbano passou a exigir uma conectividade móvel resiliente e escalável.
Para o Diretor Geral no Brasil e Vice-presidente de Vendas para a América Latina da emnify, Carlos Campos, o principal gargalo enfrentado por gestores públicos e líderes de empresas é a complexidade de manter milhões de dispositivos conectados sem interrupções. "Planejar uma cidade inteligente exige pensar primeiro na resiliência da infraestrutura de comunicação que sustenta os dados. Quando um sistema de iluminação pública ou um medidor de energia perde a conexão, a cidade perde eficiência e o cidadão perde em qualidade de vida", afirma.
A urgência por essa transformação é impulsionada pela pressão populacional sobre os as cidades: o relatório World Urbanization Prospects da ONU de 2025 indica que 45% da população mundial já vive em áreas urbanas, exigindo tecnologias capazes de otimizar recursos escassos.
Avanço tecnológico
Um dos principais motores para o avanço das smart cities têm sido a consolidação das operadoras virtuais móveis (MVNOs) e de plataformas de conectividade nativas em nuvem. De acordo com Campos, o avanço do segmento permitiu que a gestão de redes passasse a ser tratada inteiramente via software.
"A verdadeira virada de chave no conceito de cidades e edifícios inteligentes ocorreu quando a conectividade se tornou invisível e programável. Os engenheiros e gestores urbanos não podem perder tempo gerenciando contratos individuais de telecomunicações ou trocando chips em campo; eles precisam de uma infraestrutura que se autorregenere e entregue visibilidade em tempo real diretamente na nuvem", explica o especialista.
Essa mudança de cenário permitiu que os projetos de conectividade em larga escala para cidades e edifícios inteligentes deixassem de esbarrar na rigidez das redes de telecomunicações tradicionais, com a dependência de chips físicos atrelados a uma única operadora local.
"Em aplicações críticas, onde sistemas de controle de acesso e sensores ambientais precisavam trocar dados ininterruptamente, a automação por software eliminou os custos operacionais de deslocamento técnico e passou a garantir que milhares de pontos de monitoramento fossem provisionados remotamente e gerenciados por meio de uma única interface global orientada por APIs", complementa Campos.
Crescimento de mercado
A busca por eficiência operacional já está dando sinais no mercado: a International Data Corporation (IDC) revela que os aportes globais direcionados a projetos de cidades inteligentes devem superar os US$ 250 bilhões até 2027. Além disso, projeções da Grand View Research mostram que o mercado global de smart cities deve saltar para US$ 8,8 trilhões até 2033.
Os investimentos na inteligência predial são grandes expoentes desses números. Plataformas globais de conectividade IoT, como a da própria emnify, exemplificam como esse ecossistema se viabiliza no dia a dia: ao conectar sensores de eficiência energética, sistemas de controle de temperatura e alarmes de segurança por meio de um único perfil programável, a conectividade celular atua como uma camada redundante de alta disponibilidade, eliminando a dependência de redes Wi-Fi vulneráveis e garantindo que o monitoramento remoto funcione mesmo diante de falhas de infraestrutura local.
"Quando a conectividade atua de forma transparente na camada de fundo, os dados coletados nos edifícios e na infraestrutura pública deixam de ser apenas relatórios isolados e passam a orientar decisões em tempo real. É esse nível de automação contínua que transforma espaços urbanos em ambientes mais eficientes, seguros e preparados para o futuro", conclui Campos.
Sobre a emnify:
A emnify é a principal parceira de conectividade IoT para as empresas que estão construindo o mundo conectado. Fundada em 2014, a emnify criou a primeira plataforma de conectividade global nativa da nuvem do setor, a SuperNetwork.
A emnify oferece conectividade móvel segura em mais de 550 redes em mais de 195 países e territórios, com base em um core de rede próprio nativo em nuvem, implantado em nove regiões em todo o mundo. Essa arquitetura permite que as empresas façam implantações mais rápidas, expandam globalmente e mantenham controle em tempo real sobre o comportamento da conectividade, seu roteamento e políticas de uso.
Com sede em Berlim e escritórios nos EUA, no Brasil e nas Filipinas, a emnify conecta milhões de dispositivos em diversos setores, incluindo gestão de frotas, aviação, recarga de veículos elétricos, pontos de venda, sinalização digital e eletrônicos de consumo




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