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BUY SC: a receita de SC para faturar R$ 42 bi/ano com inovação

CMO da VAAS, Paulo Orione, e executivos da Softplan, Splori Ventures e Grupo Khronos destacam o ciclo virtuoso de capital e a capacidade de escala que tornam SC um forte polo de inovação


O evento BUY SC, realizado no final de novembro pela Apex Partners no Lagoa Iate Clube (LIC), em Florianópolis/SC, foi marcado por discussões estratégicas sobre o futuro econômico do estado. Um dos destaques foi o painel “A força do ecossistema catarinense de tecnologia”, que reuniu algumas das principais lideranças do setor para debater os pilares que sustentam a reputação de Santa Catarina como um dos ecossistemas de inovação mais sólidos e colaborativos do Brasil.

 

O painel foi mediado por Diego Brites, presidente da ACATE e CEO da Teltec, e contou com a participação de Paulo Orione, CMO e cofundador da VAAS, Fábio Nunes, CEO da Splori Ventures, Alex Anton, diretor de M&A da Softplan e Bruno Corrêa de Souza, diretor de Tecnologia e Inovação do Grupo Khronos.

 

Os executivos discutiram como o estado conseguiu construir uma base tecnológica que hoje é responsável por cerca de 29 mil empresas, R$ 42 bilhões em faturamento anual, e que fez de Florianópolis a Capital Nacional das Startups, abrigando 6 mil empresas que respondem por 25% do Produto Interno Bruto (PIB) da cidade.

 

Ciclo virtuoso de capital é destaque na visão dos empreendedores

Paulo Orione reforçou a importância do ciclo de reinvestimento do sucesso no ecossistema. Ele destacou como a trajetória de empreendedores catarinenses  tem sido fundamental para atrair fundos internacionais e, principalmente, reinvestir o capital e o talento gerado em novas startups.

 

"Em Santa Catarina, o sucesso não fica restrito. O capital e a experiência gerados por uma venda ou captação relevante são, consistentemente, injetados de volta no ecossistema, fortalecendo continuamente o ambiente de inovação e criando uma rede de founders que se apoiam", afirmou Orione, CMO da VAAS, startup especialista em gestão de risco inteligente.

 

A atração de investimentos foi um tema central no painel “A força do ecossistema catarinense de tecnologia”. Fábio Nunes (Splori Ventures) observou que a maturidade do ecossistema já transcende a dependência dos grandes centros financeiros do país, atraindo capital nacional e internacional. Ele citou captações recentes de empresas catarinenses como evidência de que o estado possui densidade empreendedora, governança estruturada e capacidade real de escalar novos negócios.

 

A discussão seguiu com a visão de longo prazo de grandes players. Alex Anton (Softplan) apresentou a estratégia da empresa para consolidar sua presença e gerar valor por meio de aquisições e criação de plataformas verticalizadas. Nos últimos cinco anos, a Softplan realizou 12 aquisições, estruturando um ecossistema integrado que amplia a recorrência, o valor agregado e a presença em mercados estratégicos.

 

Complementando o panorama histórico, Bruno Corrêa de Souza (Grupo Khronos) mostrou como o grupo, com 40 anos de história, sustenta sua relevância por meio de ciclos contínuos de inovação. A empresa evoluiu de soluções de hardware para rastreamento e portaria remota e, mais recentemente, para soluções que combinam inteligência artificial (IA), energia, dados e conectividade.

 

Ao final, o painel reforçou o consenso de que o grande diferencial catarinense está na colaboração entre startups, grandes empresas, academia e governo. Essa visão de longo prazo e a capacidade de transformar a inovação em impacto econômico e social sustentam um ecossistema que é hoje não apenas maduro e competitivo, mas também está em constante e sólida expansão.

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